Mar
de Tetos
Olhando as cidades do alto,
Parecem uma verdadeira Floresta,
Sendo os tetos as copas,
As ruas os rios,
Percebendo ondas de Seres.
Entre os tetos correm fluxos,
Parecendo cheios de peixes,
Ordenados de forma clara,
Como nas veias de sangue,
Imitando corredores de formigas.
Os peixes parecem mais organizados,
Mantendo sua liberdade,
O Homem da pretensa estrutura,
Quer deixar todos enquadrados,
Na sua geometria Absurda.
As vidas fluem escondidas,
Do Sol que mantém a vida,
Tendo as plantas purificando o Ar,
Que precisamos para respirar,
Sustentando o nosso Planeta.
Assim vivemos um enclausuramento,
Sem nos darmos conta,
Chamando isso de Civilização,
Sendo intoxicado pelo Meio,
Nos escondendo sob os Tetos.
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