Olhando
os Prédios de Longe
Tudo que o Homem constrói,
Acompanha uma geometria,
Sendo um somatório de cantos,
Escondendo muitas figuras,
Que povoam nossas cidades.
Os prédios parecem imóveis,
Assim enganando a vista,
Esquecendo que são concentração,
De muitas ondas unidas,
Emulando uma solidez.
Entremeando os prédios,
Percebemos algum verde,
Às vezes pontilhadas de cores,
Representando muitas flores,
Tudo alegrando a vida.
Assim vivem os Homens,
Aquartelados em cubos,
Se deslocando entre eles,
Parecendo formigas,
Carregando seus fardos.
Todos temos nossas cargas,
Quase sempre sendo mentais,
Pouco se convertendo em Matéria,
Esquecendo a espiritualidade,
Quer é a essência do Ser.
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