22-Segurança Pública
Como
Protetor, Como Repressor Utilitário ao Estado, Onde está o limite?, Passividade
Popular
Numa comunidade ou grupo
pequeno a própria liderança tem a função de controlar os desvios de conduta que
lhe parecem destoantes do que lhe parece bom ou há herança cultural existente.
Com o crescimento do grupo ou sua descentralização territorial esta função de
controle passa a ser delegada a outras pessoa e estas por sua vez delegam a
“autoridade” a terceiros. É neste momento que principiamos a divergência entre
os fatos, a interpretação, as sedes de poder e a ação resultante.
Para evitar abusos acabam se
“criando” “Leis” que mais tarde vieram a se chamar de ‘Justiça”. Por este
sistema percebemos que a Justiça foi criada como necessidade de “controlar” e
“cercear” o Ser, e com isso a sociedade. O Poder é um instrumento que
rapidamente acaba servindo o ego do “comandante” que percebendo as possibilidade de manipulação a seu favor dos
atos acaba corrompido pelo mesmo , muitas vezes de forma semi-inconsciente.
Os sistemas de Segurança e
Políticos se consideram acima da Massa
Populacional. Com isso se consideram “inexpugnáveis” , causando todos os tipos de desvio de comportamento.
Como Protetor
Devem
operar como cerceadores de violação dos direitos do indivíduo ou grupo em
relação as regras estabelecidas nos usos e costumes. Infelizmente são essas
“autoridades” que acabam dando os maus exemplos, e com isso perdendo a
credibilidade.
Muitas
vezes acabam sendo contratados grupos particulares para exercer esta função por
falta de estrutura pública. Sua função nem sempre é bem recebida pelo público
por eventuais excessos, muitas vezes justificados.
Na
medida em que é retirado da polícia a capacidade de deter o crime soltando os
criminosos usando a própria legislação de segurança a população se sente
insegura e incapacitada de ter Paz de convívio no meio.
Como Repressor Utilitário ao Estado
Quando
conveniente às lideranças, essa mesma máquina que deve apoiar e proteger a
população, passa a ser usada na repressão
para combater o surgimento de idéias contrárias aos interesses do
estado.
Com
o desenvolvimento dos sistemas de controle e escuta o estado e os grupos
privados aumentaram enormemente a
capacidade de domínio sobre os seus
comandados. Para cada incremento de tecnologia de defesa ou agressão se
desenvolvem soluções contrárias. Essa espiral é infinita e questão que devemos
colocar é:
Onde
está o limite?
A
única resposta plausível seria a consciência de toda a população.
Como
isto é impossível a solução que fica, é a reversão da curva num ponto de
inflexão, correspondente ao ponto de inviabilidade de continuidade do sistema vigente.
Isso acaba ocorrendo de formas diversas segundo as lideranças que nascem dentro
da própria crise.
Essa
alternância no poder é positiva até o momento em que o poder lhes sobe a cabeça
e o ciclo passa a se repetir.
Passividade Popular
Como
vimos anteriormente a população acaba por ser “massa de manobra” das forças que
de alguma forma dirigem o fluxo de interesses como num RIO. Este tem as margens
que o limitam sendo que gradualmente as margens são corroídas. Se o volume
ultrapassa a capacidade de fluxo s águas transbordam e se espalham contaminando
as margens e largas áreas adjacentes criando bolsões ou lagoas onde pode se
reiniciar a vida.
Até
onde a população consegue e tem consciência
deste
processo?
Certamente
uma minoria. Para ser eficiente esse volume deve ter “massa crítica” que ocorre
em alguns enclaves que se organizam para sua proteção. A falta de “lideres não
políticos” e a distribuição populacional dificulta coesão da população. É
exatamente essa dificuldade de que se aproveitam os políticos para impingir as
suas necessidade dos grupos que representa.
As
revoltas populares ao redor do mundo somente tem servido aos políticos como
arma para repressão dessas tentativas de libertação.
Voltamos
assim ao ciclo pois usando o argumento de controle de revolta aumentam a
repressão sobre o sistema.
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