segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

22-Segurança Pública
Como Protetor, Como Repressor Utilitário ao Estado, Onde está o limite?, Passividade Popular

Numa comunidade ou grupo pequeno a própria liderança tem a função de controlar os desvios de conduta que lhe parecem destoantes do que lhe parece bom ou há herança cultural existente. Com o crescimento do grupo ou sua descentralização territorial esta função de controle passa a ser delegada a outras pessoa e estas por sua vez delegam a “autoridade” a terceiros. É neste momento que principiamos a divergência entre os fatos, a interpretação, as sedes de poder e a ação resultante.
Para evitar abusos acabam se “criando” “Leis” que mais tarde vieram a se chamar de ‘Justiça”. Por este sistema percebemos que a Justiça foi criada como necessidade de “controlar” e “cercear” o Ser, e com isso a sociedade. O Poder é um instrumento que rapidamente acaba servindo o ego do “comandante” que percebendo as  possibilidade de manipulação a seu favor dos atos acaba corrompido pelo mesmo , muitas vezes de forma semi-inconsciente.
Os sistemas de Segurança e Políticos se consideram  acima da Massa Populacional. Com isso se consideram “inexpugnáveis” , causando todos os  tipos de desvio de comportamento.




Como Protetor
Devem operar como cerceadores de violação dos direitos do indivíduo ou grupo em relação as regras estabelecidas nos usos e costumes. Infelizmente são essas “autoridades” que acabam dando os maus exemplos, e com isso perdendo a credibilidade.
Muitas vezes acabam sendo contratados grupos particulares para exercer esta função por falta de estrutura pública. Sua função nem sempre é bem recebida pelo público por eventuais excessos, muitas vezes justificados.
Na medida em que é retirado da polícia a capacidade de deter o crime soltando os criminosos usando a própria legislação de segurança a população se sente insegura e incapacitada de ter Paz de convívio no meio.

Como Repressor Utilitário ao Estado
Quando conveniente às lideranças, essa mesma máquina que deve apoiar e proteger a população, passa a ser usada na repressão  para combater o surgimento de idéias contrárias aos interesses do estado.
Com o desenvolvimento dos sistemas de controle e escuta o estado e os grupos privados aumentaram enormemente  a capacidade de domínio sobre os  seus comandados. Para cada incremento de tecnologia de defesa ou agressão se desenvolvem soluções contrárias. Essa espiral é infinita e questão que devemos colocar é:

 Onde está o limite?
A única resposta plausível seria a consciência de toda a população.
Como isto é impossível a solução que fica, é a reversão da curva num ponto de inflexão, correspondente ao ponto de inviabilidade de continuidade do sistema vigente. Isso acaba ocorrendo de formas diversas segundo as lideranças que nascem dentro da própria crise.
Essa alternância no poder é positiva até o momento em que o poder lhes sobe a cabeça e o ciclo passa a se repetir.
           
Passividade Popular
Como vimos anteriormente a população acaba por ser “massa de manobra” das forças que de alguma forma dirigem o fluxo de interesses como num RIO. Este tem as margens que o limitam sendo que gradualmente as margens são corroídas. Se o volume ultrapassa a capacidade de fluxo s águas transbordam e se espalham contaminando as margens e largas áreas adjacentes criando bolsões ou lagoas onde pode se reiniciar a vida.
Até onde a população consegue e tem consciência
deste processo?
Certamente uma minoria. Para ser eficiente esse volume deve ter “massa crítica” que ocorre em alguns enclaves que se organizam para sua proteção. A falta de “lideres não políticos” e a distribuição populacional dificulta coesão da população. É exatamente essa dificuldade de que se aproveitam os políticos para impingir as suas necessidade dos grupos que representa.

As revoltas populares ao redor do mundo somente tem servido aos políticos como arma para repressão dessas tentativas de libertação.
Voltamos assim ao ciclo pois usando o argumento de controle de revolta aumentam a repressão sobre o sistema.


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