domingo, 1 de janeiro de 2017

21-Justiça
Como Equilíbrio, Como Mediador,
Como Fiel de Balança, Como cumpridor de Leis
Como protetor do Estado, Justiça pelo Povo.

Como Equilíbrio
            A Imagem criada ao longo dos séculos do Juiz é o Ser capaz de equilibrar situações de “injustiça” entre as partes envolvidas. Como são Seres falhos por nascimento também cometem os seus erros o que é compreensível. O risco ocorre quando se  torna um estado dentro do estado, se sentindo acima de qualquer autoridade.
 


















            Essa imagem de equilíbrio e cegueira nem sempre é verdadeira na medida em que sendo Humanos estão sujeitos a benefícios pessoais de grupos de mando. Nem deveria ser pois é a cegueira que no, final levaria ao caos e aos desmandos pelo fanatismo.

Como Mediador
            Compreender o mecanismo de entendimento entre pessoas não é a característica do Direito. Esse se baseia nas leis criadas pelos Homens-legisladores. Esses tentam aliar os interesses da coletividade dos grupos divergentes através de concessões. A tentativa de conciliação de interesses adversos em disputas deve em tese ser imparcial de forma a evitar ou reduzir os prejuízos das  partes. A dificuldade de funcionar como elemento imparcial é sua situação Humana. A própria “Lei superior de sobrevivência” lhe dita que não deve se “suicidar” atuando em eventual prejuízo seu. Daí a “Arte” de não legislar ou decidir de alguma forma em causa própria dento da dualidade do Universo.
             
Como Fiel de Balança
            Como falamos a imagem de uma justiça cega é irreal pois de alguma forma deve atender as partes. Para reduzir a responsabilidade do Juiz foram criados os bancos de Jurados.A função destes é auxiliar o Juiz numa tomada de decisão “imparcial”. Caba aos jurados ouvir a acusação e a defesa e concluir o que lhes parece o mais equilibrado. De um moda geral não precisam entender de leis e sim decidir segundo os argumentos emitidos pelas partes sem se deixar influenciar pelo lobby de uma delas.
            Não cabe questionar a qualidade das decisões tomadas uma vez que emanam de uma “autoridade” instituída como sendo a suprema naquele momento.

Como cumpridor de Leis
            A principal função do advogado é interpretar a Lei para favorecer o seu Cliente. Tanto a acusação como a defesa vão se utilizar das leis a seu favor. A “honestidade” ou “aplicabilidade” adequada cabe ao Juiz aceitá-la ou não. Como a legislação nem sempre foi elaborada de forma coerente as partes procuram os buracos ou falhas a seu favor sem se preocupar com os males para a comunidade. As leis na visão dual servem para proteger assim como engessar o sistema no entendimento de um mundo melhor. Há casos em que as falhas são intencionais para permitir através de subterfúgios se esquivar da aplicação justa.
            Aquilo que é “justo” hoje pode ser considerado injustiça amanhã ou sob outras óticas. Verdade continua sendo que somente a Lei Divina é Suprema.

Como protetor do Estado
         A Justiça tem a função de fazer cumprir as leis quando solicitada por alguma Autoridade. A Justiça sendo parte do estado tende a “obedecer” o direcionamento político lhe imputado nos diferentes momentos históricos. Ela aplicará as leis de forma a atender o direcionamento político mais adequado aquele momento histórico.

Justiça pelo Povo
            Em situações de inexistência ou vacância de autoridade pública o povo muitas vezes é levado a atitudes violentas. Isso tem sido visto em diversos momentos históricos e ao redor do Globo. As autoridades políticas somente acordam quando sentem o seu poder ameaçado.


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