terça-feira, 1 de novembro de 2016

8-A Intuição
O Ser, A Perda, Reaprendizado

Intuir é receber do Divino
 Raciocinar é usar a Razão.
              Criar é construir com essa União.

O Ser
            A Intuição é o nosso sexto sentido. Por ser uma característica imaterial pouco se atenta a sua importância, mormente pelo fato de ser pouco palpável.
            Quando nascemos temos a nossa intuição altamente desenvolvida. Isso conflita com uma Sociedade que aprendeu a desrespeitar o seu sexto sentido a favor de uma progressivo deslocamento da percepção para uso de elucubrações ditas racionais. Como podemos observar na realidade são usados mais sofismas para beneficiar os resultados desejados no lugar de realidades concretas. A “realidade” é um complexo de percepções e informações do nosso “banco de memórias” que consultamos toda vez que recebemos alguma informação e a queremos transformar em resposta.
            Tendo uma intuição apurada percebemos muitos fatos indesejados pelos adultos e devemos silenciar para deixar que sigam na direção de sua conveniência. Esse processo vai embotando a nossa intuição e passa mos a “engolir” o raciocínio digo lógico sendo na verdade “para lógico”. A partir desse ponto estamos sendo enquadrados como “Seres Racionais”, sendo aceitos pelo Grupo.
            Uma intuição forte nos salva a vida e nos estimula a perceber a beleza do mundo a nossa volta e preconceitos e julgamentos condicionados.
            O verdadeiro artista usa esse poder para executar o que existe de mais belo produzido pelas mãos e mentes humanas.

Penso, logo existo.
                                                                                  Descartes.

            Viver de forma consciente exige-nos estarmos presentes, relaxados e equilibrados em todos os momentos. Isso parece algo impossível, mas devemos ter isso como meta e transformar esse “trabalho” num resultado evolutivo para o nosso espírito.

A Perda
            A  exigência de um comportamento dito racional, é que precisa de provas concretas, isso vai colocando um véu na nossa intuição. Por fim somos levados a acreditar que o mundo é um seqüenciamento racional, o que é irracional.  As Leis de Origem Divina regem todo o nosso Universo de forma harmônica desde a auto-criação. Eles permitem fazer funcionar o que nós imaginamos ser impossível por falta de compreensão.
A Razão existe na medida em que a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Nesse sentido sempre existe o Poder da Ação, nos dois sentidos.

A semeadura é Voluntária,
A colheita Obrigatória.

            O Livre Arbítrio existe exatamente para que possamos “decidir” o que pensamos ou intuímos ser o melhor em cada instante. Essa opção permite dentro de limites nós transformarmos as nossas vidas. Assim temos o direito de influenciar o nosso destino. Essa é a bondade Divina do ser livre assumindo as próprias ações.
A perda da Intuição é um grande prejuízo para o nosso
desenvolvimento. Ela cobre a nossa incapacidade de ter todos os conhecimentos e com isso ter a compreensão do funcionamento do Universo.
A nossa evolução dentro de limites permite que gota a gota possamos ter um melhor entendimento.
            Para contornar parte dessa inconveniência terminamos por nos especializarmos em profundidade de certas atividades e detrimento da amplitude de conhecimentos gerais. Por essa característica o Homem perde a capacidade da abrangência passando a produzir resultados absurdos acreditando serem verdades. Perdendo a noção do conjunto integrado.

O segredo está no esquecimento do crescimento
 MORAL.

            A ”Tecnologia” sobre a qual nos referimos sempre por razões obvias é sempre material.  Como vimos agindo dessa forma despreza o sentido ligado ao poder Divino. O “Homem Criador” mantém essa Luz acesa para clarear o seu percurso na Terra.

Reaprendizado
         O uso da Intuição somente depende de nós, da nossa vontade e de confiar no que o nosso “coração” ou sentimento maior nos dita.
            Uma vez reduzida ou perdida essa capacidade a sua recuperação precisa de tempo e dedicação.
            Tenho feito um enorme esforço de me reeducar na confiança da Intuição. Sei da dificuldade de reaprender a confiar em algo aparentemente pouco coerente com o modus vivendi  Social.
            Esse processo é idêntico ao de uma criança que inicia o aprendizado do andar. Primeiro se levanta claudicante, consegue ficar de pé. Quando vai dar o primeiro passo cai e se levanta para tentar o segundo e assim por diante. Quando consegue andar cria confiança e então passa a confiar no seu andar.
            Da mesma forma se comporta a Intuição. Precisamos reaprender a confiar no nosso Ser maior. No início temos muita dificuldade em confiar numa voz interna, ficamos sempre em dúvida se estamos traduzindo corretamente o nosso sentimento.
            Na medida em que vemos confirmada a nossa percepção passamos a dar mais crédito e esse poder interno. Após cada experiência positiva ampliamos a confiança e passamos a segui-la com mais firmeza.
            O resultado dessa retomada de conexão ao Ser Superior é em parte ler atrás de uma realidade aparente se sentindo menos vulnerável às incertezas cotidianas.  Pelo momento planetário que estamos passando a ampliação dessa percepção passa a ser mais importante.


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