8-A Intuição
O Ser, A
Perda, Reaprendizado
Intuir é receber do Divino
Raciocinar é
usar a Razão.
Criar
é construir com essa União.
O Ser
A Intuição é o nosso sexto sentido. Por ser uma
característica imaterial pouco se atenta a sua importância, mormente pelo fato
de ser pouco palpável.
Quando nascemos temos a nossa intuição altamente
desenvolvida. Isso conflita com uma Sociedade que aprendeu a desrespeitar o seu
sexto sentido a favor de uma progressivo deslocamento da percepção para uso de elucubrações
ditas racionais. Como podemos observar na realidade são usados mais sofismas
para beneficiar os resultados desejados no lugar de realidades concretas. A
“realidade” é um complexo de percepções e informações do nosso “banco de
memórias” que consultamos toda vez que recebemos alguma informação e a queremos
transformar em resposta.
Tendo uma intuição apurada
percebemos muitos fatos indesejados pelos adultos e devemos silenciar para
deixar que sigam na direção de sua conveniência. Esse processo vai embotando a
nossa intuição e passa mos a “engolir” o raciocínio digo lógico sendo na
verdade “para lógico”. A partir desse ponto estamos sendo enquadrados como “Seres
Racionais”, sendo aceitos pelo Grupo.
Uma intuição forte nos salva a vida
e nos estimula a perceber a beleza do mundo a nossa volta e preconceitos e
julgamentos condicionados.
O verdadeiro artista usa esse poder
para executar o que existe de mais belo produzido pelas mãos e mentes humanas.
Penso, logo
existo.
Descartes.
Viver de forma consciente exige-nos
estarmos presentes, relaxados e equilibrados em todos os momentos. Isso parece
algo impossível, mas devemos ter isso como meta e transformar esse “trabalho” num
resultado evolutivo para o nosso espírito.
A Perda
A exigência de
um comportamento dito racional, é que precisa de provas concretas, isso vai
colocando um véu na nossa intuição. Por fim somos levados a acreditar que o
mundo é um seqüenciamento racional, o que é irracional. As Leis de Origem Divina regem todo o nosso
Universo de forma harmônica desde a auto-criação.
Eles permitem fazer funcionar o que nós imaginamos ser impossível por falta de
compreensão.
A
Razão existe na medida em que a toda ação corresponde uma reação de igual
intensidade e sentido contrário. Nesse sentido sempre existe o Poder da Ação,
nos dois sentidos.
A semeadura
é Voluntária,
A colheita
Obrigatória.
O Livre Arbítrio existe exatamente
para que possamos “decidir” o que pensamos ou intuímos ser o melhor em cada
instante. Essa opção permite dentro de limites nós transformarmos as nossas
vidas. Assim temos o direito de influenciar o nosso destino. Essa é a bondade
Divina do ser livre assumindo as próprias ações.
A perda da Intuição é um grande prejuízo para o nosso
desenvolvimento.
Ela cobre a nossa incapacidade de ter todos os conhecimentos e com isso ter a
compreensão do funcionamento do Universo.
A
nossa evolução dentro de limites permite que gota a gota possamos ter um melhor
entendimento.
Para contornar parte dessa
inconveniência terminamos por nos especializarmos em profundidade de certas
atividades e detrimento da amplitude de conhecimentos gerais. Por essa
característica o Homem perde a capacidade da abrangência passando a produzir
resultados absurdos acreditando serem verdades. Perdendo a noção do conjunto
integrado.
O segredo
está no esquecimento do crescimento
MORAL.
A ”Tecnologia” sobre a qual nos referimos sempre por
razões obvias é sempre material. Como
vimos agindo dessa forma despreza o sentido ligado ao poder Divino. O “Homem
Criador” mantém essa Luz acesa para clarear o seu percurso na Terra.
Reaprendizado
O uso da Intuição somente depende de nós, da nossa
vontade e de confiar no que o nosso “coração” ou sentimento maior nos dita.
Uma vez reduzida ou perdida essa capacidade
a sua recuperação precisa de tempo e dedicação.
Tenho feito um enorme esforço de me
reeducar na confiança da Intuição. Sei da dificuldade de reaprender a confiar
em algo aparentemente pouco coerente com o modus
vivendi Social.
Esse processo é idêntico ao de uma
criança que inicia o aprendizado do andar. Primeiro se levanta claudicante,
consegue ficar de pé. Quando vai dar o primeiro passo cai e se levanta para
tentar o segundo e assim por diante. Quando consegue andar cria confiança e
então passa a confiar no seu andar.
Da mesma forma se comporta a
Intuição. Precisamos reaprender a confiar no nosso Ser maior. No início temos
muita dificuldade em confiar numa voz interna, ficamos sempre em dúvida se
estamos traduzindo corretamente o nosso sentimento.
Na medida em que vemos confirmada a
nossa percepção passamos a dar mais crédito e esse poder interno. Após cada
experiência positiva ampliamos a confiança e passamos a segui-la com mais
firmeza.
O resultado dessa retomada de
conexão ao Ser Superior é em parte ler atrás de uma realidade aparente se
sentindo menos vulnerável às incertezas cotidianas. Pelo momento planetário que estamos passando
a ampliação dessa percepção passa a ser mais importante.
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